sexta-feira, 21 de maio de 2010

O gosto amargo do fim

Algumas palavras de maio de 2005:

É, o gosto é amargo. Inconstante, mas presente. Em alguns momentos me inunda a alma numa amargura fagocitante, que me sufoca, me franze a testa.
E a doçura está longe. Mas ao ser lembrada, traz consigo um sorriso, daqueles que revive em preto e branco um bom momento passado.
Que passou a pouco tempo e terminou num rompante de decisão. De repente, o que era doce fez-se amargo. Difícil de engolir, pior ainda de digerir. Por vezes me sinto como um ruminante, insistindo e remoendo o que já devia ter sido aceito.
O que me acalma a alma é que, como dizem, o tempo cura. Espero também que tire o amargo do fim. Será que esse gosto acompanha o fim durante toda a sua história? Então o remédio para o amargo é a doçura do recomeço? Calma, vamos aceitar, o tempo é o melhor remédio. Enquanto isso vamos adoçar a vida com a alegria de cada momento vivido. O tempo, logo passa...

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